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Grupo GENE: “é nóis na estrada”, agora no Canadá !

O GENE –  Grupo de Estudos em Nematologia (associado à empresa Syngenta) – volta a se reunir pelo mundo afora, desta feita, em 2017, no Canadá, por ora em Toronto, para mais uma rodada de encontros técnicos, apresentação de palestras, discussões de resultados experimentais e, claro, uma saudável dose de lazer, turismo e congraçamento, que nem nematologista é de ferro. 

Seguindo uma programação estabelecida entre os participantes e a empresa, o grupo tem se encontrado, há vários anos, em diferentes partes do mundo, para o cumprimento de agenda que objetiva troca de informações científicas na especialidade nematológica, em especial no tocante às novidades e avanços alcançados no tópico de manejo dos fitonematoides. Dos debates e reflexões consequentes ao evento, beneficiam-se diretamente os docentes/pesquisadores/profissionais presentes e, de modo indireto, também muitos estudantes/kids, que depois recebem tais ensinamentos e/ou acabam se envolvendo em projetos de pesquisa concebidos a partir de ideias lá originadas.

Entre os membros regulares, nem todos vistos na foto anexa, incluem-se, predominantemente, colegas/sócios da SBN, como Andressa Machado, Claudia Dias-Arieira, Débora Santiago, Fernando Godinho, Mara Rubia da Rocha, Mario Inomoto, Neucimara Rodrigues, Rosangela Silva, Tania Silveira, Tatiane Zambiasi. Que o evento lhes seja produtivo e agradável. É sempre uma Nematologia que não para, como nestes dias, no Brasil com nematologistas frequentando e contribuindo ao 50º Congresso Brasileiro de Fitopatologia (Uberlândia/MG) e, lá fora, com ações como a do Grupo GENE !

Renato A. Teixeira: novo nematologista no IFMT/Sorriso

IFMT

O colega de SBN, Dr. Renato Andrade Teixeira, vem de assinar seu termo de posse como novo docente/pesquisador no IFMT/Campus de Sorriso. Trata-se de notícia das mais auspiciosas à comunidade nematológica brasileira, que vê, assim, mais um recurso humano bem formado e já devidamente treinado na especialidade (com mestrado, doutorado e pós-doutorado)  se engajar de vez na carreira profissional. O exame de seu currículo, contendo várias boas publicações, muitas em colaboração com experientes e competentes nematologistas do País, e a sua participação – como palestrante e/ou apresentador de trabalhos – em vários congressos da área de Fitossanidade ao longo da última década o autorizam plenamente ao exercício das funções que ora inicia no âmbito do IFMT.

Ademais, sua familiaridade com projetos de pesquisa ligados ao controle/manejo dos fitonematoides da soja, da cana-de-açúcar e de outras importantes culturas do Agronegócio nacional através da resistência genética de cultivares por certo serão de grande utilidade no ensino da Nematologia justamente num dos estados – o Mato Grosso – em que tais patógenos se encontram bem disseminados e costumam causar perdas elevadas. Ganhará também a Instituição, pois o curso de Agronomia no Campus de Sorriso – ao qual estará vinculado – encontra-se em fase atual de consolidação e a sua atuação como responsável pelas disciplinas de Fitopatologia e afins irá constituir garantia de adequada formação aos estudantes, inclusive na Nematologia de Plantas. Desejamos sucesso ao Renato em sua nova “casa” e na trajetória futura, bem como felicitamos a Nematologia do Mato Grosso, que se vê enriquecida com a sua agora maior e mais estreita vinculação ao estado. Boas notícias, sempre bem-vindas !

Um “presentão” aos nematologistas (e nem é Natal …) !

Qualquer nematologista que se preze, estudante/kid ou profissional atuante, já ouviu falar – e muito – da excepcional publicação de Emílio A. Göldi (= Goeldi) datada de 1887, oficialmente lançada em 1892, um extenso documento técnico-científico intitulado “Relatório sobre a moléstia do cafeeiro no Estado do Rio de Janeiro” (ver foto anexa). Há pouco tempo, inclusive, tal publicação foi alvo de outro post inserido aqui no site da SBN. O valor atribuído a tal documento histórico não se limita  ao fato de que nele está contida a descrição original de Meloidogyne exigua, espécie-tipo do gênero que reúne as formas de nematoides mais prejudiciais à Agricultura em todo o mundo. Transcende muito a tal aspecto isolado.

O Dr. Göldi, em trabalho extenuante conduzido durante 1886 e 1887, durante o qual realizou muitas viagens (algumas, a cavalo!) a fazendas produtoras de café do interior do Rio de Janeiro, evidenciou grande descortino como pesquisador. Isso porque, ao lado de ter diagnosticado o mal e descoberto seu agente causal, foi capaz de reunir volumoso acervo de informações técnicas sobre o problema, que incluía desde correlações entre a ocorrência do nematoide com fatores abióticos e bióticos, descrição de possíveis variações na sintomatologia das plantas doentes e, principalmente, indicação de medidas de controle visando à redução das elevadas perdas causadas. Sim, há 130 anos, entre outras recomendações de manejo aos grandes cafeicultores do Norte Fluminense, então chamados “barões do café”, foi capaz de antever: i) a enorme relevância da formação correta de mudas, livres do nematoide, para a formação de novos cafezais; ii) a necessidade de se ocupar áreas recém-erradicadas de cafezais com outras culturas, mormente anuais, durante período de 5 a 6 anos, pelo menos, antes de se retomar o plantio de café em tais locais; e iii) os benefícios de se promover a incorporação de matéria orgânica ao solo das plantações como forma de aumentar a tolerância da cultura ao mal. Tais técnicas são até hoje preconizadas e aceitas como essenciais, embora, com frequência, continuem a ser simplesmente ignoradas – nos viveiros e no campo – por muitos produtores. 

Sua importância histórica foi tão grande que o Dr. Jonathan Eisenback (Virginia Politec. Institute), com a inestimável ajuda do Dr. Manuel M. Mota (Universidade de Évora), promoveu, há 15 anos, a sua divulgação internacional como texto traduzido ao inglês, disponibilizando-o em CD, comercializado pela empresa Mactode Publications (ver foto). Apesar dessa enorme relevância, por sua antiguidade, tratava-se de publicação quase inacessível aos nossos nematologistas, até via bibliotecas. Houve uma reedição dela, na forma impressa, por iniciativa elogiável do colega Dr. Romero M. de Moura na década de 1990, mas com tiragem bem limitada. Dizemos “tratava-se”, porque estamos prazerosamente tornando-a disponível, ou presenteando-a, aos usuários do site, na forma de arquivo PDF. Não perca essa oportunidade. Clique no link abaixo, aguarde o carregamento total do arquivo (= 20.8 Mb), salve-o e leia-o com interesse. Valerá a pena!

o artigo de Göldi (1892) na íntegra, incluindo as figuras