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Reprodução em Nematoides: uma vídeo-aula de presente !

Todos que estudam, lecionam ou gostam de ler e aprender sobre nematoides sabem que, por mais que os textos impressos e digitalizados sejam ricos em ilustrações e detalhados nos subsídios técnicos, obrigam o leitor a ficar imaginando como acontecem certos fatos e fenômenos. Pois é nessa hora que os vídeos têm importância indiscutível, possibilitando aos adeptos da Nematologia a plena visualização de tais fatos e fenômenos, exatamente como sucedem na natureza, testemunhando-os de modo a poder melhor confrontá-los com as descrições dos textos e, em especial, a não mais esquecê-los. 

Em consonância com tal visão, a SBN, através de seu site e de sua página no Facebook, passou nas últimas semanas a divulgar vídeos relativamente curtos, de não mais de cinco a dez minutos na maioria das vezes, cujos conteúdos são muito didáticos e permitem tanto a docentes como estudantes (G/PG) consolidarem conhecimento sobre certos assuntos nematológicos. São produções extraordinárias, pois se tratam no geral de filmagens realizadas ao microscópio há mais de meio século que conseguimos resgatar. Muitas vezes são livres para divulgação desde que se cite a instituição responsável por suas realizações (quase sempre o IWF alemão), mas, em alguns casos, há direitos autorais que precisam ser respeitados e requerem cuidados especiais ao se pretender utilizá-los.

Estou (LCFerraz) – em nome da SBN – prazerosamente inaugurando com este post essa etapa de apresentação de vídeos educativos nematológicos no site e na página do FB, de forma mais oficial, presenteando aqui os sócios em geral (docentes, estudantes, técnicos etc.) com um filme de 10 minutos, devidamente editado e legendado em português, que ilustra em detalhes como é a reprodução nos nematoides, usando a espécie Pelodera strongyloides, bacteriófaga e anfimítica, como modelo bem representativo de como se dá o processo na maioria dos nematoides, inclusive fitoparasitas. 

Você poderá: i) só assistir ao vídeo, fazendo-o direto e rápido pela página da SBN no Facebook; ou ii) acessar e eventualmente até baixar (se tiver interesse em tê-lo no seu acervo, para uso em aulas ou para estudar) o arquivo do filme (tem 29 Mb, por isso espere até carregar inteiro!) aqui pelo site. Neste último caso, bastará clicar aqui ! Pipoca, guaraná e boa sessão a todos!

Periódicos científicos: impacto maior pra sobreviver

Há uns 15-20 anos iniciou-se, no âmbito da editoria de publicações científicas, uma luta constante e terrível pela busca de maiores valores em seus fatores de impacto, o famigerado índice que já condenou muitas delas à descontinuidade temporária, à troca de nome e à adoção de outros recursos tentando evitar a desativação total e subsequente desaparecimento do mercado. E isso vale para as revistas do Brasil e do Exterior. Um vendaval…

Hoje, sabe-se das enormes dificuldades vividas por muitos periódicos para não se verem “banidos” do meio acadêmico, onde vários deles já pontificaram em décadas passadas. Muita discussão já aconteceu em torno do tema, que se tornou mesmo recorrente em anos recentes. Nesse contexto, matéria bem interessante acaba de ser publicada na revista Pesquisa FAPESP a respeito, dando conta de estratégias que estão sendo utilizadas pelos comitês editoriais de alguns periódicos nacionais no sentido de se adaptarem às exigências atuais do mercado para a sobrevivência, que incluem transformações estruturais, alterações surpreendentes em certas linhas de atuação (como busca por índices cada vez maiores de rejeição de manuscritos submetidos), maior inserção internacional e séria reflexão sobre a adesão – ou não – às novas condições de revistas open access  e/ou exclusivamente em versão online.

Algumas revistas do Brasil conseguiram resultados expressivos nos últimos 5 anos adotando ações radicais de reestruturação que lhes possibilitaram significativos crescimentos na quantidade de artigos tidos como “de primeira” e, consequentemente, na visibilidade e no fator de impacto. Clique aqui e acesse a matéria original publicada na Pesquisa FAPESP, leia e tire as suas conclusões.

A fila nematológica continua a andar: Dieter Sturhan

= DIETER STURHAN (1936-2017) =

Com grande pesar, e certo atraso, divulgamos o falecimento do destacado nematologista alemão Dr. Dieter Sturhan, ocorrido em 29 de novembro de 2017. Nascido em 1936, na região da Baixa Saxônia, Sturhan cursou Botânica, Geografia e Zoologia em três diferentes universidades alemãs, obtendo depois – em 1962 – o título de PhD com tese nematológica desenvolvida sob a orientação do Dr. H-J Stammer. A partir de 1964, estabeleceu vínculo profissional com o Federal Biological Research Centre for Agriculture and Forestry, de Münster, sendo lotado no Institute for Nematology. Ali permaneceu até 2001, quando se aposentou formalmente, embora continuasse a colaborar com a instituição como pesquisador.

Suas linhas de pesquisa em Nematologia concentraram-se na taxonomia e diagnose, além da bioecologia, com foco maior por largo período em estudos sobre nematoides de cistos, longidorídeos e tricodorídeos. Tornou-se taxonomista mundialmente reconhecido. Participou, como autor ou coautor, de mais de 200 publicações. Foi consultor científico em vários países, como Irã, Benin, Nicarágua, República Dominicana e Cabo Verde, praticamente iniciando os recursos humanos locais na Nematologia de Plantas; em outros países, foi pesquisador-visitante ou teve períodos sabáticos visando à condução de pesquisas em equipe e posterior publicação dos artigos resultantes (EUA, Israel, Egito, Itália, Nova Zelândia, Rússia, Estônia, Eslovaquia e República Checa).  

Atuou em várias funções em algumas sociedades nematológicas e recebeu o título de Fellow of the Russian Society of Nematologists em 1997. Em relação ao Brasil, vale destacar que foi o orientador do colega Dr. Vicente Paulo Campos, da UFLA-Lavras, durante seu pós-doutorado na Alemanha.

O já escasso time de especialistas em taxonomia de nematoides pelo método clássico perde mais um de seus eminentes componentes. À família enlutada, as condolências da SBN.