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Manejo de nematoides em soja: milheto como safrinha

Manejo de nematoides utilizando milheto na safrinha

Fonte: Portal Dia de Campo (www.diadecampo.com.br)

 

O manejo de nematoides em áreas de cultura extensiva e, também, em pastagens degradadas, pode ser feito pelo uso de variedades de milheto não hospedeiras das espécies fitoparasitas (nematoides de galhas, Meloidogyne; nematoides de lesões, Pratylenchus) que afetam a absorção e a translocação de nutrientes em plantas como a soja, afirma o professor Jaime Maia dos Santos, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de Jaboticabal. O diferencial está no plantio do milheto durante a safrinha e o aproveitamento da palhada sobre o solo para a contenção de nematoides no cultivo da soja, pois ao se plantar uma cultura não hospedeira, como certas variedades de milheto, os nematoides ficam sem alimento e, consequentemente, suas populações são significativamente reduzidas.

“É isso que estamos fazendo: um método de manejo natural, sem pesticidas e que dá resposta extraordinária, já que a planta, além de não ser hospedeira dos principais nematoides, auxilia na descompactação do solo, favorece a reciclagem de nutrientes e produz uma excelente palhada”, destaca o pesquisador. O manejo consiste na substituição da cultura de verão, no caso a soja, que é retirada entre os meses de fevereiro e março, por uma variedade de milheto desfavorável a nematoides, que é cultivado como cultura safrinha até junho-julho. Após a colheita da safrinha, ocorre o dessecamento da palhada, que é deixada no próprio solo (foto). Quando da retomada da lavoura de verão, entre setembro e outubro, tem-se observado que a população de nematoides alcança nível tão baixo que não compromete o plantio da soja.

Entre as variedades de milheto já testadas com sucesso frente a nematoides, algumas como ADR300* e ADR 7010  são originárias do sul do deserto do Saara e, portanto, crescem em condições de déficit hídrico, o que é vantajoso para o agricultor nos períodos de escassez de chuva, prestando-se bem ao emprego como ‘safrinha’. Os resultados também atingem as pastagens degradadas, invadidas pelo mato. Com a diminuição dos nematoides após o plantio do milheto, o produtor pode utilizar a braquiária misturada a sementes de estilosantes, com bons resultados.

*: para mais detalhes, consulte http://www.sementesadriana.com.br/wp-content/uploads/2011/02/Artigomilheto_RPD120.pdf

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2 Respostas
  1. Fabio Guerrero disse:

    Bom dia,
    Meu nome é Fabio, sou estudante de Agronomia das Faculdades Adamantinenses Integradas, FAI, e fiz estagio em Primavera do Leste – MT, na empresa ADL Agricola, uma das parceiras das Sementes Adriana.
    Neste periodo, tive o prazer de conhecer o professor Jaime Maia, em palestras feitas em Primavera do Leste, em um dia de campo, e em outra palestra em uma fazenda em Santo Antonio do Leste.
    Estou me formando esse ano e estou pesquisando sobre o nematoide Pratylenchus, gostaria, se possivel receber de voces materiais que pra mim serão muito util ao meu TCC. Fico aguardando resposta.
    Desde já, muito Grato.

    Fabio Guerrero.

    • admin disse:

      Caro Fabio

      Não é objetivo do site da SBN prover envio de material bibliográfico aos seus usuários. Oferecemos vários serviços que buscam justamente facilitar a vida de quem trabalha com nematoides, disponibilizando links diretos para várias revistas nematológicas importantes (Journal of Nematology, Nematropica, Nematologia Mediterranea) e todo o acervo da revista Nematologia Brasileira através de busca por conteúdo, fascículo a fascículo, ou por autor. Além disso há um pequeno banco de teses (várias envolvendo Pratylenchus) com links diretos. Ainda, há fichas resumidas de cinco espécies de Pratylenchus disponíveis para download e alguns trabalhos sobre o manejo desses nematoides em soja e outras culturas que acabaram de ser colocados ao dispor no serviço Clique e Aprenda. Você, como usuário do site e principalmente estudante, tem é de procurar pelos artigos sobre Pratylenchus que lhe interessem usando todos esses serviços do site. Se necessitar mais, clique em http://www.scielo.org e lá poderá fazer uma busca de outros bons trabalhos publicados sobre Pratylenchus nas revistas Fitopatologia Brasileira, Summa Phytopathologica e Tropical Plant Pathology. Certo! Boa sorte! E continue visitando o site nematologia.com.br e estudando os fitonematoides. LCFerraz/ admin site SBN

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