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Sequenciado o genoma de Bursaphelenchus xylophilus

Uma equipe internacional de pesquisadores concluiu o sequenciamento do genoma do nematoide Bursaphelenchus xylophilus (nematoide da murcha do pinheiro), que causa enormes prejuízos aos ecossistemas florestais e à indústria florestal de países da Ásia Oriental. O artigo foi publicado no prestigioso periódico PLoS Pathogens (clique aqui para ter pronto acesso ao trabalho). Espera-se que isso represente decisivo passo visando ao manejo desse temido nematoide em futuro próximo.

Embora nativo dos Estados Unidos da América, onde praticamente não causa perdas, B. xylophilus há décadas tem provocado devastação à Silvicultura da China, do Japão e de outros países daquela região asiática, em especial aos povoamentos de pinheiros. Apesar de rígidas normas quarentenárias estabelecidas, o nematoide continua a se disseminar, tendo sido introduzido em Portugal nos anos 1990 e dali passado para a Espanha.

Esse nematoide possui um ciclo biológico incomum. Seus exemplares alimentam-se de fungos em árvores (Pinus) condenadas ou já mortas, a partir das quais são transportados foreticamente para outras árvores por besouros do gênero Monochamus. Quando o inseto se desloca até outra árvore semimorta, o nematoide continua a praticar a micofagia. Todavia, se ele vai até uma árvore sadia, o nematoide passa a se alimentar dela, como organismo fitoparasita. A árvore acaba morrendo devido ao parasitismo (em poucas semanas, quando a temperatura é elevada) e, quando isso acontece, o nematoide “reverte” ao hábito micófago, passando a nutrir-se dos fungos que colonizam a madeira degenerada.

O genoma sequenciado tem revelado muitas adaptações a esse ciclo de vida atípico. O nematoide apresenta um extenso repertório de genes que o capacitam a digerir madeira e a responder bem a situações de estresse, o que, aparentemente, reflete/explica a ampla variedade de ambientes que consegue ocupar. Além disso, há evidências de que B. xylophilus tenha adquirido genes próprios de fungos, que o ajudam a metabolizar as paredes das células dos pinheiros atacados.

Leia mais em http://www.hutton.ac.uk/news/genome-devastating-pine-wilt-nematode-sequenced

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