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O Presidente da SBN informa direto da ABEC !

ricabec

O Dr. Ricardo Moreira de Souza, Presidente da SBN, encontra-se em São Paulo participando do XXI Curso de Editoração Científica, promovido pela Associação Brasileira dos Editores Científicos (ABEC) de 27 a 29 de junho do corrente mês e com mais de 200 inscritos. Pela atualidade e grande importância dos temas tratados no evento e com ótimos palestrantes programados para apresentá-los aos participantes, o Dr. Ricardo decidiu preparar resumos dos principais assuntos discutidos a cada período ou dia do curso e repassá-los diretamente aos membros da SBN através do site nematologia.com.br. Assim, segue abaixo o primeiro de seus textos. Confira!

Caros sócios da SBN,
a primeira manhã (27/6) do curso da ABEC aqui em São Paulo foi simplesmente excepcional.  O Prof. Dr. Gilson Volpato (Unesp) mostrou para um plenário de mais de 200 editores de periódicos científicos brasileiros como a evolução da comunicação está afetando a linguagem, a estrutura, a forma de apresentação de dados etc. dos artigos científicos que estão sendo publicados nos melhores periódicos do mundo.
O Prof. Volpato destacou a importância dos autores e editores de periódicos terem em mente que, além de alta qualidade científica, os artigos precisam ter também alta qualidade de comunicação: captar instantaneamente a atenção dos leitores (cada vez mais jovens e “sem tempo”), comunicar rapidamente as mensagens principais (resultados e conclusões), ser agradáveis ao leitor (fáceis de ser entendidos), e utilizar mais e melhor recursos gráficos, sons, vídeos e inúmeras outras possibilidades existentes hoje e num futuro próximo com a evolução da tecnologia da informação.
Com este objetivo, o Prof. Volpato destacou a importância de reavaliarmos (não necessariamente abolirmos) conceitos e “regrinhas” de redação e publicação científica que aprendemos anos atrás. Como exemplo: o novo conceito de que o Abstract de um artigo não precisa ser um “resumo” do trabalho, ou seja, que o Abstract não precisa ser uma miniatura do artigo, aquelas 100 a 300 palavras nas quais os autores são obrigados a “espremer” a Introdução, Justificativa, um pouco de Material e Métodos, Resultados, Discussão e Conclusão!!!
Ao invés disto, propôs o Prof. Volpato, o Abstract deve ser visto como a segunda parte de um artigo que mais chama a atenção de um leitor “que não tem tempo”. De fato, logo após lermos o título do trabalho, todos vamos direto ao Abstract, para ver se nos interessa!! Portanto, o Abstract deve somente expandir a ideia inicial que o leitor obteve ao ler o título, ter uma introdução do tema de não mais do que uma sentença e descrever somente os resultados e conclusões, para que o leitor “sem tempo” rapidamente perceba a relevância do artigo.  Aí sim, o leitor que foi “capturado” pelo Abstract irá “desacelerar” e fazer o download o artigo para lê-lo com atenção e em detalhes.
Interessante, não?
Um abraço a todos.”
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Uma Resposta
  1. Claudia Regina Dias Arieira disse:

    Realmente tenho observado essa mudança nos Abstracts de alguns periódicos. Muitas vezes a própria introdução usada no abstract é dispensável, visto que o título já passa a ideia do trabalho. Outra mudança que vem sendo cobrada dos autores são os títulos, que devem ser diretos e “vender o peixe”. Parabéns Ricardo, mantenha-nos informados. Abraço

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