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O Presidente fala direto da ABEC: Impressões # 2

O Presidente fala direto da ABEC: Impressões # 2

Em continuidade aos textos produzidos pelo Presidente da SBN, Ricardo Moreira de Souza, direto do Curso promovido pela Associação Brasileira dos Editores Científicos (ABEC) em São Paulo, de 27 a 29 de junho, buscando dar ciência imediata aos membros da SBN dos principais tópicos lá apresentados e discutidos, publicamos abaixo o segundo deles. Confira e analise !!

“Caros sócios da SBN,
agora à tarde (27/6/2013), no curso da ABEC, abordaram-se as questões de indexação dos periódicos e bibliometria. Os mais de 200 editores presentes ficaram abismados – eu, inclusive – com a imensa diversidade de bases de dados existente no mundo – privadas, públicas e autônomas – um universo muito além de Web of Science, Scopus e Scielo. Diversas bases citadas não eram conhecidas por nenhum dos editores presentes!!
Os palestrantes mostraram a “filosofia” (o objetivo ou interesse) de cada base de dados, pois há bases criadas com intuitos comerciais (ex. Web of Science), para orientar a elaboração de políticas públicas (ex. Lilacs) ou simplesmente para divulgar o conhecimento (ex. Edubase).  Mais importante, destacaram que a busca por indexações não deve ser o objetivo central de uma Editoria, mas sim entender e cumprir as exigências para a aceitação pelas bases indexadoras. Amadurecer a linha editorial e as normas do periódico, amadurecer o corpo editorial, revisores ad-hoc e autores no sentido de atender a essas exigências é o mais importante, pois isto melhora a qualidade dos artigos e do periódico, aumentando o retorno de benefícios à sociedade por real investido em projetos de pesquisa e bolsas de estudo.  Com esta meta em mente, o aceite nas bases de indexação ocorrerá naturalmente ao longo do tempo. Ou seja, há um longo e frutífero caminho a ser percorrido pelo corpo editorial, autores e revisores que vai muito além da pergunta restrita e ansiosa “Quando teremos um fator de impacto?”
Nas palestras em que se abordou a bibliometria, destacou-se exatamente isto:  a existência de inúmeros outros índices de avaliação da qualidade de um artigo ou periódico, com muitas vantagens em relação ao fator de impacto.  Índices já em uso pela comunidade científica internacional, baseados em números de citações que um artigo recebe após a sua publicação, incluem o Scimago Journal Rank, Eigenfactor, Article Influence e Indice H, entre outros.   Portanto, em breve, CNPq, Qualis e FAPs migrarão para esses índices. E num mundo que se move à velocidade da internet, qual é o valor do fator de impacto, que é medido somente para períodos de 2 a 5 anos após a publicação do artigo?  Para se avaliar o impacto “em tempo real” de um artigo (dentro de 30 dias após a sua publicação) é que estão surgindo as novas ferramentas da bibliometria, divididas nas áreas de cientometria, infometria, webometria e altmetrics.
A mim, ficou clara a necessidade de se profissionalizar a editoria de qualquer periódico, seja Nematologia Brasileira ou Nematoda. Não é possível sobreviver neste cenário do futuro que já chegou, como nós estamos operando. Os autores e revisores precisam entender a era de transformação que estamos vivendo e o Editor-Chefe do periódico precisa ter assessoria profissional nas áreas de computação, bibliometria, tradução e/ou revisão gramatical e estilística do inglês e editoração. No meu entender, a publicação on-line de um novo periódico, Nematoda, economizará milhares de reais que hoje são gastos com impressão e correios, os quais poderão ser investidos na modernização do nosso periódico.
Um abraço a todos.”
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