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O Presidente fala direto da ABEC: Impressões # 3

O Presidente fala direto da ABEC: Impressões # 3

Ricardo Moreira de Souza, o Presidente da SBN, sumaria no texto abaixo suas impressões sobre os temas apresentados e as principais atividades desenvolvidas durante o segundo dia do XXI Curso de Editoração Científica promovido pela ABEC em São Paulo, de 27 a 29 de junho de 2013. Confira !

Caros sócios da SBN,
hoje (28/6), de manhã, uma das discussões foi “Inglês ou não Inglês”, ou seja, as vantagens, desvantagens e mudanças embutidas na publicação dos periódicos brasileiros em inglês, seja de forma exclusiva ou híbrida (aceite de manuscritos em ambos os idiomas ou publicação “dupla” do artigo, com uma versão em português e outra em inglês).
O Prof. Murilo Zerbini expôs a experiência da Tropical Plant Pathology (TPP), que, a partir de julho de 2012, passou aceitar somente manuscritos em inglês. Ele destacou que a decisão de qual idioma e formato adotar deve ser pautada na seguinte questão: qual é o público-alvo do periódico? quem vai ler os artigos? Cientistas? Cientistas e extensionistas? Professores? No caso da TPP, a resposta era clara: os leitores são cientistas brasileiros e estrangeiros. Como todos os cientistas brasileiros são capazes de ler em inglês, a editoria da TPP tinha certeza de que não haveria perda de leitores no Brasil, como de fato não perdeu!!
Mas, a exigência de os manuscritos serem submetidos em inglês criou uma nova dinâmica para a TPP: 1) uma certa “fuga” de autores (e manuscritos), que não queriam ter o trabalho e custo de traduzir seus artigos já redigidos em português;  2) por outro lado, houve uma “seleção natural” que afastou manuscritos muito ruins, pois os autores perceberam que teriam o manuscrito rejeitado, uma vez que agora há revisores ad-hoc do exterior trabalhando para a TPP, supostamente mais rigorosos…  3) a necessidade de ajustar a secretaria da TPP, pois a secretária não fala, nem escreve em inglês. Como comunicar-se com os autores, revisores ad-hoc etc? 4) uma enxurrada de manuscritos vindos do exterior, muitos ótimos, mas outros péssimos…  5) a percepção de que os brasileiros possuem um ótimo inglês (ou se dedicam para melhorar), se comparado com o inglês falado e escrito de egípcios, chineses, iranianos etc !! Mesmo assim, o Prof. Zerbini destacou que após um primeiro impacto, o número de submissões está aumentando, ainda que seja cedo para maiores projeções.
A Profa. Leta mostrou gráficos extraídos de WebofScience mostrando a baixíssima (cada vez menor) contribuição do português e de outras línguas nacionais no universo da publicação científica internacional. A migração dos periódicos para o inglês é crescente no Brasil, em países desenvolvidos (França, Itália, Alemanha…), em países em desenvolvimento (Polônia, México…) e mesmo na área de Humanas, normalmente refratária à publicação em inglês.
Na seção “Tira-Dúvidas”, uma técnica do Scielo respondeu a inúmeras dúvidas dos editores sobre indexação dos periódicos, DOI, CrossRef, critérios para entrada e manutenção na base de dados etc. Houve também discussão sobre plágio, formação de “cartéis” entre periódicos para troca de citações etc.
Um abraço a todos”
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Uma Resposta
  1. guilherme asmus disse:

    Parabéns, Ricardo. Penso que sua participação no evento foi fundamental para a profissionalização da NB.
    Novas ideias, novos rumos.

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