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O Presidente fala direto da ABEC: Impressões # 4

Vai abaixo o quarto texto preparado pelo Presidente da SBN, Ricardo Moreira de Souza, para dar ciência aos membros da Sociedade dos principais acontecimentos ocorridos no XXI Curso de Editoração Científica promovido pela ABEC em São Paulo, no período de 27 a 29 de junho corrente. Confira !

“Caros sócios da SBN,
hoje (28/6) à tarde o tema dos debates foi a publicação “fechada” x “aberta”, ou seja, a publicação em periódicos que restringem a leitura dos artigos para aqueles que compram o artigo ou assinam o periódico X a publicação em periódicos que disponibilizam imediatamente e gratuitamente os artigos.
A Profa. Ariadne fez um histórico do movimento “open access”, que se fundamenta no conceito de que pesquisas custeadas com recursos públicos têm de ter os seus resultados também públicos. Um conceito óbvio, democrático e cidadão, mas polêmico numa era em que se cobra que Universidades e Institutos de Pesquisa públicos façam parcerias com empresas, gerem patentes, inovações e produtos que aumentem o PIB brasileiro (como se a geração de patentes e dólares fosse uma boa medida da eficiência da pesquisa pública…).
Ela destacou também que o formato open-access já responde por cerca de 12% dos artigos publicados em todo o mundo, e continua crescendo.  Universidades e mesmo editoras privadas têm se juntado ao movimento, criando modalidades intermediárias, muitas vezes caras para o autor, que paga um valor bem alto para disponibilizar o seu artigo, algo um tanto non-sense.   Por fim, a palestrante mostrou dados indicando que artigos publicados em open access têm, em média, 336% mais citações (= fator de impacto) do que artigos similares publicados na forma “fechada”, pelo simples fato de que os cientistas têm dificuldade de ler e citar aquilo que eles não podem ler !!!
O Prof. Oliveira defendeu o oposto, relatando a experiência do Brazilian Journal of Physics, que conseguiu se recuperar de uma extinção quase certa após formalizar acordo comercial com a editora holandesa Springer, para fazer a publicação “fechada” do periódico.  A editora faz toda a parte de editoração, divulgação e venda dos artigos e assinaturas, e disponibilizou a plataforma de submissão eletrônica, deixando o Editor livre para fazer o trabalho intelectual, e não braçal. Destacou a grande visibilidade internacional do periódico (não obstante o fator de impacto esteja apenas em 0,6) pois a Springer “trabalha” os seus produtos.  Além disto, a editora é em si um bom “cartão de visitas” para o periódico. Apenas um detalhe: o custo disto para a Sociedade Brasileira de Física é de 50 mil dólares por ano.
Não obstante isto, eu já pedi orçamentos às editoras brasileiras Cubo e Zepellini, que estão com “banquinhas” aqui no curso, só para termos ideia de quanto custaria este mesmo serviço oferecido por uma editora brasileira. Juntas, essas editoras já assessoram uns 40 periódicos brasileiros, entre os quais Neotropical Entomology, Brazilian J. of Plant Physiology e Bragantia.
Tudo muito interessante…
Um abraço a todos.”
Categoria: Brazil  Tags: , , ,
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