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O Presidente, direto da ABEC (final): Impressões # 5

O quinto e último texto produzido pelo Dr. Ricardo Moreira de Souza trata das atividades do dia de encerramento do XXI Curso de Editoração Científica promovido pela ABEC em São Paulo, de 27 a 29 de junho de 2013. Aspectos importantes foram debatidos justamente nessa parte final do evento. Leia e confira!

“Caros sócios da SBN,
na última parte do curso da ABEC, passaram-se orientações aos editores de periódicos sobre como submeter e aprovar editais de apoio à publicação, tanto do CNPq quanto de FAPs. O Prof. Maurício discutiu os detalhes de como preparar o periódico para solicitar a indexação no Scielo, PubMed Central, PubMed – Medline e WebofScience. Discutiu-se como a cientometria está saindo do fator de impacto (FI) e evoluindo para outros índices, como o Scimago Rank, produzido pelo Scimago Lab em cooperação com a empresa Elsevier. A chamada Declaration Dora (http://am.ascb.org/dora/) tem recebido grande apoio, por clamar por menos FI e mais ciência na avaliação da Ciência.
A Profa. Neusa alertou os autores sobre editoras “predatórias”, que oferecem publicar no formato “open-access” mediante taxas de submissão, entretanto supostamente sem critérios de qualidade, com corpos editoriais fictícios e sem que as editoras tenham sede física (só na internet). Um professor dos EUA está “investigando” o assunto e publicando uma lista destas editoras “predatórias”, no site http://scholaryoa.com.
O Prof. Chieffi, editor de periódico brasileiro da área de Parasitologia, comentou ser normal que periódicos de áreas temáticas, mais restritas, tenham um FI menor do que periódicos de amplo espectro, como Cell, Nature, Science ou a série PLOS, pelo motivo de serem lidos (e citados) por mais cientistas. Há também o fator qualidade dos artigos, lógico. A publicação de revisões, artigos e editoriais controversos ajuda a aumentar o FI. Por exemplo, entre os periódicos estrangeiros da área de Parasitologia que publicam principalmente artigos originais, o FI varia de 1,12 a 2,35.  Advances in Parasitology e Trends in Parasitology, que publicam só revisões, têm FI de 3,77 e 5,51, respectivamente. Os periódicos brasileiros de Parasitologia têm FI de 0,7 a 1,36.
Um abraço a todos e até breve”.
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