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Ecos do Workshop sobre Futuro do Controle Biológico

Workshop na ESALQ:  “O futuro do controle biológico”

No dia 20 de agosto p.p., em promoção do Departamento de Entomologia e Acarologia (DEA) da ESALQ/USP – Piracicaba, foi realizado workshop tendo como tema “O futuro do controle biológico”. O elevado interesse hoje despertado pelo assunto levou grande público a participar, sendo necessária sala extra (com vídeo-projeção simultânea) para acomodar todos os inscritos, além do anfiteatro principal em que se deram as palestras (fotos na galeria acima). Os dois convidados estrangeiros, Drs. J. van Lenteren (Univ. Wageningen) e W. Ravensberg (Koppert Biol. Systems) trataram da exploração da biodiversidade visando à redução no uso de agroquímicos e desenvolvimento de produtos microbianos no biocontrole de pragas, respectivamente. Três docentes do DEA discorreram sobre o futuro do controle de pragas com predadores e parasitoides (Dr. José R. P. Parra), com produtos microbianos (Dr. Italo Delalibera Jr.) e sob a perspectiva do uso de plantas geneticamente modificadas para resistência a insetos (Dr. Celso Omoto). Por fim, o colega de SBN Dr. Antonio C. Zem (FMC Corporation) tratou do mercado de produtos biológicos na visão das empresas de agroquímicos. 

Embora ocupando pequena porcentagem do mercado em relação aos agroquímicos, estimada em 3 a 5%, os bioprodutos têm apresentado crescimento anual da ordem de 15% no Brasil no controle de insetos-praga. Tal incremento é que vem causando, em anos recentes, o interesse de grandes empresas em ingressar na área de controle biológico, em especial com produtos microbianos, segundo W. Ravensberg. Por outro lado, tal expectativa de crescimento deverá implicar, em futuro próximo, em rigor bem maior na fiscalização

de tais produtos sob diferentes aspectos (qualidade, eficácia, segurança de uso), algo que, conforme J. van Leuteren, já começa a ocorrer na Europa. A necessidade de aperfeiçoamento tanto na produção comercial dos vários agentes (predadores, parasitoides, fungos, bactérias, nematoides entomopatogênicos) como na legislação brasileira reguladora do setor foram destacadas pelos Drs. Parra e Delalibera, enquanto o Dr. Omoto alertou à necessidade de se atentar aos aspectos que têm sido negligenciados no Brasil e que estão comprometendo a eficiência das plantas Bt no biocontrole de várias pragas de soja e milho, fazendo com que aplicações de inseticidas químicos tenham voltado a se tornar frequentes. Por fim, o Dr. Zem afirmou acreditar que o controle biológico irá revolucionar a agricultura e que o interesse das empresas pelo assunto não é passageiro, mas definitivo; a seu ver, as empresas maiores deverão ficar com os bioprodutos microbianos (NEPs incluídos) e as de menor porte investirão em predadores e parasitoides. De parabéns o DEA pelo oportuno evento realizado.

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