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Novas técnicas e temas polêmicos marcam VI ER da SBN

Nos dias 1 e 2 de dezembro, nas dependências da FATEC Shunji Nishimura, em Pompéia (SP), com organização coordenada pelo Dr. Carlos E. Otoboni, teve lugar o VI Encontro Regional de Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN). O evento – exitoso como os anteriores – teve a prestigiá-lo na abertura o Sr. Jiro Nishimura, presidente da FSNT, representando a família Nishimura. Seguiu-se visita aos diferentes setores da instituição, com destaque ao Museu e Memorial em que é reconstituída e destacada a trajetória de vida do Sr. Shunji Nishimura, criador da empresa Jacto e figura inspiradora e responsável pela instalação da Fatec em Pompéia. Várias apresentações orais, já anunciadas no programa do evento, foram realizadas por profissionais (Jaime Maia, Thiago A. Prado, Silvia R. Wilcken, Claudio Marcelo Oliveira, Carlos Otoboni, Oliveiro Guerreiro, Bruno F. Barbosa) e por estudantes pós-graduandos (Barbhara Fatobene e Vinícius Andrade) atuantes em pesquisas nematológicas. As mini-palestras, sem exceção, foram seguidas de debates intensos através de perguntas pelos participantes do encontro, embora os temas variassem bastante. Uma visita à empresa Orion aconteceu ao final do primeiro dia, seguida de agradável churrasco oferecido por seu proprietário. Também ocorreu simulação prática da aplicação “inteligente” de produtos visando ao controle de nematoides, ou seja, apenas em áreas de ‘reboleiras’, destinada a ilustrar o potencial de uso de ferramentas avançadas da Agricultura de Precisão à Fitonematologia.

No encerramento, o presidente da SBN, Dr. Ricardo M. Souza, agradeceu à equipe organizadora do encontro e comentou com os participantes a respeito do pleno alcance dos objetivos estabelecidos para os Encontros Regionais, inclusive esse de Pompeia, destacando algumas questões que acabaram ensejando ampla discussão entre todos, por sua relevância e complexidade. Uma delas foi a

proliferação de laboratórios nematológicos no país, atuando por vezes não apenas na identificação de fitonematoides, mas até na emissão de recomendações de manejo aos produtores rurais e a necessidade de uma reavaliação na legislação que normatiza tal atividade; outro foi a crescente utilização de produtos biológicos e de substâncias alternativas (não nematicidas químicos), como extratos de plantas e afins, visando ao controle de fitonematoides observada nos últimos anos, processo que a continuar sendo conduzido sem o devido zelo profissional e maior organização, como se tem observado, poderá levar a uma indesejável perda de credibilidade em relação a certos agentes do biocontrole, a certas empresas produtoras de bioprodutos e/ou ao próprio método.

Disponibilizamos acima galeria de fotos ilustrativas, fornecidas gentilmente pelo colega José A. Teixeira; mantenha o mouse sobre as imagens para ter detalhes do conteúdo. Para conferir os participantes, clique aqui !

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