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MT: cultivares resistentes e tolerantes no MIN em soja

        

A colega Tânia Silveira, responsável pelo laboratório nematológico da Aprosmat (MT), em recente matéria jornalística intitulada “Controle de fitonematoides conta com cultivares resistentes e tolerantes“, afirmou que os fitonematoides constituem-se num dos principais problemas para grandes culturas como soja e algodão, entre outras. Podem causar perdas que vão de 5% até a inviabilização da área. Entretanto, a severidade do dano depende da espécie de nematoide envolvida, do nível de infestação, das condições climáticas, do tipo de solo e das práticas culturais adotadas. Além disso, a situação pode se agravar por interação com fungos do solo e outros fitopatógenos.

No Brasil, os maiores danos são devidos a Meloidogyne javanica, M. incognita, Heterodera glycines, Pratylenchus brachyurus e Rotylenchulus reniformis. Os nematoides de galhas, principalmente M. javanica, causam redução substancial à produção de soja sendo que M. incognita também ocorre no algodão. O NCS ou nematoide de cisto da soja (H. glycines) já foi constatado em 10 Estados (BA, GO, MA, MT, MS, MG, PR, SP, RS e TO) e as áreas cultivadas estão sendo infestadas, principalmente, pela intensa movimentação de máquinas, implementos agrícolas e veículos, que carregam solo contaminado aderido; em Mato Grosso, ocorrem todas as suas raças, com predominância da raça 4. Também P. brachyurus (nematoide das lesões radiculares) está bem disseminado no Brasil e em especial no Centro-Oeste, causando perdas crescentes em soja.

                  

Ainda segundo Tânia, “para reduzir populações altas de nematoides é importante conhecer a(s) espécie(s) presente(s). Agregar várias técnicas de manejo como: rotação de culturas; pousio; aumento de matéria orgânica; plantas antagonistas ou má hospedeiras; cultivares resistentes; eliminação de ervas daninhas na safra e na entressafra; controle químico e controle biológico. Para resultados eficientes e boa produtividade é de suma importância a utilização de um programa de manejo integrado de nematoides (MIN)”.

Como as empresas do setor de sementes contam hoje em seus portfólios com apreciável número de cultivares resistentes e/ou tolerantes aos fitonematoides acima citados, de ciclos variáveis de 90 a 140 dias, o uso do controle varietal tornou-se ferramenta valiosa em tais esquemas de manejo em áreas produtoras de soja e algodão no MT e em estados vizinhos. É a Nematologia na tela de novo!

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