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José Mauro: a fala do vice-presidente eleito da SBN !

Dr. José Mauro da Cunha e Castro, como Vice-Presidente eleito da SBN para atuar a partir de 2016, relembre aos membros da entidade a entrada dos fitonematoides em sua vida científica e a trajetória profissional como pesquisador nematológico.

R: A entrada dos fitonematoides em minha vida científica e profissional se deu por meio de várias bolsas de estudo, todas concedidas pelo CNPq. Pouco tempo após ter concluído a graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa, iniciei as minhas atividades com os fitonematoides. De março a outubro de 1994, fui bolsista de Desenvolvimento Tecnológico Industrial (DTI/CNPq) e dei continuidade aos trabalhos do projeto “Controle biológico de fitonematoides por fungos, bactérias e plantas antagonistas”, orientado pelo Prof. Silamar Ferraz. De 1995 a julho de 1997, iniciando sob a orientação do Prof. Silamar e tendo sido transferido para a orientação da Profa. Rosângela D’Arc de Lima Oliveira, fiz o curso de mestrado em Fitopatologia. Sob a mesma orientação e também na UFV, cursei o doutorado em Fitopatologia, entre agosto de 1995 e novembro de 2001. Nos cursos de mestrado e de doutorado, os nematoides foram o tema principal e o CNPq concedeu as bolsas de estudo! Em janeiro de 2002, me mudei, com ajosemauro15 minha esposa e os nossos dois filhos, para Lavras, MG. Na Universidade Federal de Lavras (UFLA), fui bolsista Recém-Doutor do CNPq, entre 2002 e 2005, supervisionado pelo Prof. Vicente Paulo Campos, e desenvolvi as atividades do projeto “Levantamento e caracterização de populações de Meloidogyne spp. em regiões cafeeiras do Estado de Minas Gerais”. Nesse período, publicamos, sob a forma de resumos e de notas científicas, as ocorrências de M. paranaensis e M. coffeicola em municípios mineiros, importantes produtores de café. Morando em Lavras, tive a oportunidade de ministrar aulas de Fitopatologia (incluindo os fitonematoides) no curso de Agronomia da Fundação de Ensino Superior de Passos (FESP), de 2003 a 2005. No período de 01/10/2005 a 28/02/2006, novamente, fui bolsista de DTI/CNPq e, em março de 2006, iniciei as atividades de bolsista de Desenvolvimento Científico Regional (DCR/CNPq) em Cruz das Almas, BA. Em abril daquele ano, prestei o concurso da Embrapa e fiquei em primeiro lugar, ganhando a vaga em Nematologia aberta na Embrapa Semiárido, em Petrolina. Aqui, cheguei em 06/11/2006 e estou até hoje, graças a Deus!

Como você analisa a problemática dos fitonematoides na região geográfica em que você atua com maior frequência?

No Nordeste brasileiro, as culturas da melancia, do melão, do inhame, da acerola, da banana, da cana-de-açúcar, do coco e da goiaba estão entre as mais prejudicadas pelos fitonematoides. Nesta região, especificamente no Submédio do Vale do Rio São Francisco, os nematoides-das-galhas têm limitado as produções de goiaba e de acerola. Em algumas áreas produtoras de coco, o nematoide-do-anel-vermelho tem causado a morte de coqueiros e os produtores demandam bastante as ações de pesquisa desenvolvidas pela Embrapa Semiárido visando ao controle dos nematoides que ocorrem nessa cultura.

Embora ainda cedo para tais projeções, como responsável pela equipe que irá organizar o Congresso Brasileiro de Nematologia de 2016, em Petrolina, você poderia antecipar alguma ideia ou iniciativa que já tenha em mente visando ao evento?

R: Sabemos que o Congresso é de âmbito nacional e, por isso, precisamos pensar em uma programação que cubra, da melhor forma possível, os problemas e os aspectos mais atuais, envolvendo os fitonematoides e as principais espécies cultivadas no País. Entretanto, no CBN 2016, pretende-se priorizar as reflexões sobre os problemas causados por estes patógenos às culturas que constituem a base alimentar da população humana, a exemplo do inhame, batata-doce, feijão, arroz e milho. A cana-de-açúcar, a goiabeira, a aceroleira e o coqueiro também serão contemplados, inclusive, buscando-se valorizar táticas de  manejo de fitonematoides que sejam acessíveis aos pequenos agricultores, os quais constituem parcela representativa da agricultura praticada nas diversas realidades existentes no Nordeste e em outras regiões do Brasil. Além disso, temas envolvendo nematoides não parasitos de plantas também deverão ser contemplados.

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