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Messe árdua, poucos apóstolos; e a Nematologia avança!

Realmente, disseminar o conhecimento sobre nematoides de plantas no Brasil é missão bastante árdua, haja vista que os profissionais que têm buscado assumir a responsabilidade por tal encargo são clara e lamentavelmente insuficientes. Não obstante essa limitação numérica, dedicação nunca faltou a esses “apóstolos” da Fitonematologia, que vivem viajando pelo Brasil, de Norte a Sul, para proferir palestras, ministrar minicursos e participar de “Dias de Campo” voltados à difusão de informações sobre fitonematoides, as quais vão da taxonomia ao controle. Dessa atuação positiva, inúmeros estudantes, técnicos fitossanitaristas e mesmo produtores rurais têm se beneficiado. Ao citar três situações recentes ilustrativas do fato, homenageamos todos os colegas patrícios que vêm prestando tão inestimável contribuição ao País ao longo dos anos. Graças a vocês, a Nematologia não deixa de avançar!

dimcaluapostolos

As nematoses de bananeiras constituem antiga preocupação dos produtores nacionais há décadas. Nestes últimos dias, a mídia divulgou dois acontecimentos ligados a esse assunto, a saber, a realização próxima (3/12/2015) de Dia de Campo sobre Nematoides em Bananeira em Bom Jesus da Lapa (BA), promovido pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, IFBaiano Campus de Bom Jesus da Lapa e outras empresas, no qual o colega Dr. Dimmy Barbosa irá palestrar sobre o manejo de fitonematoides em bananais do perímetro irrigado de Formoso, no interior baiano. Do Paraná, também chega a informação de danos e perdas crescentes na bananicultura em anos recentes. Em vista disso, a colega Dra. Claudia Dias-Arieira (UEMaringá/Campus Umuarama) vem de estabelecer parceria com técnicos da Emater local visando à condução de experimentos em duas áreas (Guaratuba e Paranaguá) nas quais o manejo dos fitonematoides ocorrentes (Radopholus similis, Pratylenchus coffeae, Meloidogyne spp. e Helicotylenchus spp.), se mostra medida inadiável.

Em São Paulo, são as culturas hortícolas que sofrem com fitonematoides e artrópodes-pragas, como na região produtora de cmapostoloMogi das Cruzes, no chamado cinturão verde da capital paulista. Nesse sentido, há poucos dias (24/11/2015), como parte de atividade desenvolvida pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento estadual, o Instituto Biológico (IB), através de alguns de seus pesquisadores, promoveu programa de treinamento no controle de pragas e doenças (fitonematoses incluídas) em alface, couve, almeirão, repolho, cebolinha e couve-flor, destinado a agricultores familiares. Para tratar dos problemas devidos a nematoides, esteve presente o colega Dr. Claudio Marcelo G. de Oliveira.

São tantas as intervenções positivas de que tomamos ciência de parte de nematologistas membros da SBN, como essas mencionadas, que não iremos aqui alistá-las, pois certamente omissões iriam ocorrer. Mas, sintam-se todos os “apóstolos” parabenizados por suas dignas atuações e, mais do que nunca, persistam nelas! O Brasil, que é de todos nós, apesar de suas inúmeras mazelas, lhes agradece.

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