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Os desafios ao uso do biocontrole na Agricultura

Interessante matéria de autoria de Marina Barros foi publicada no site Agrolink em 3 de março p.p., intitulada “Os desafios ao uso do controle biológico na Agricultura”, refletindo as preocupações de alguns especialistas, mormente em Entomologia, com o futuro dessa promissora área no Brasil. O crescimento do segmento é inegável, mas há “gargalos” que necessitam ser atacados. Vai abaixo excerto da reportagem para conferência e reflexão dos leitores.

“Entre 2011 e 2014, o mercado mundial de produtos biológicos teve crescimento médio de 15,3% ao ano, segundo levantamento feito pela CPL Business Consultants. Mas, se por um lado há demanda por essa tecnologia no campo, faltam produtos para atender o mercado em larga escala. “Se todo mundo resolver usar o controle biológico Desafios para o uso do controle biológico na agriculturahoje, nós não temos possibilidade de atender”, disse José R. P. Parra, pesquisador da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP) .
No Brasil, 50 empresas respondem pela produção de agentes que atuam no biocontrole de pragas e doenças, seja macro-organismos (insetos, ácaros) ou micro-organismos (vírus, fungos, bactérias, nematoides). Ao todo, representam 1,7% das formuladoras de biológicos no mundo, segundo a ABC Bio. Os Estados Unidos têm 50,4% da fatia mundial desse mercado e 41% das patentes dos produtos.
No Ministério da Agricultura brasileiro, foram registrados até o início do ano 118 produtos biológicos, sendo apenas 10 deles para controle de doenças. Nesse campo específico, o pesquisador Wagner Bettiol, da Embrapa Meio Ambiente, acredita que faltem investimentos em pesquisa e descobertas mais assertivas. “Os estudos não são realizados nas condições agroecológicas de uso. Se faz muita coisa in vitro e, no laboratório, é espetacular o efeito, mas, em campo, não funciona”, disse Bettiol. Para conquistar a confiança do agricultor é preciso não só oferecer um produto de qualidade e ensinar técnicas de manejo adequadas, mas superar uma barreira que vem lá de trás. Nos últimos 12 anos, a utilização de agroquímicos aumentou 162% no Brasil, enquanto a média global ficou em 90%. “Existe sim a cultura do produtor de preferir o agroquímico”, afirmou Parra. E Wagner Bettiol foi além: “Não é só uma cultura dos agricultores, é dos agrônomos, pesquisadores e professores. Todo mundo conhece bem o controle químico, apesar de 25% dos pós graduandos em Proteção de Plantas no Brasil seguirem pelo ramo do controle biológico”, disse.

Por enquanto, o que se sabe é que o potencial do mercado é gigantesco. Seja para atender exigências de importadores, que devolvem mercadorias com resíduos, seja pela pressão da sociedade por uma agricultura mais sustentável ou em função da própria resistência das pragas e patógenos aos agroquímicos, os biológicos estão aí para ser um dos pilares do manejo integrado.”

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