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Jurubebas podem ajudar no manejo de M. enterolobii

Ensaios realizados com plantas espinhosas, conhecidas popularmente como jurubebas, indicaram que certas variedades possuem elevada resistência a pragas e fitopatógenos de solo presentes em cultivos de hortaliças. O destaque dos resultados ficou por conta da resistência a uma espécie de nematoide de galhas de grande potencial destrutivo, Meloidogyne enterolobii, observada pela primeira vez no Brasil em 2001, em goiabais no Nordeste. As jurubebas pertencem à família das solanáceas, como a berinjela e o tomate, e, através de enxertia, pesquisadores já conseguiram obter tomateiros resistentes a M. enterolobii, pretendendo agora identificar os genes responsáveis por tal atributo.

Meloidogyne enterolobii sempre foi uma ameaça para as hortaliças porque as cultivares com genes de resistência contra outras espécies (M. incognita e M. javanica), mais importantes economicamente, não surtem efeito sobre ela e, com isso, as lavouras ficam vulneráveis”, explica o pesquisador Dr. Jadir Borges Pinheiro (foto), nematologista da Embrapa Hortaliças. A partir da comprovação da resistência de jurubebas, os pesquisadores estão trabalhando no jadirdesenvolvimento de um porta-enxerto para tomate. “Cruzamos jurubebas com espécies de plantas aparentadas como o jiló para, a partir do híbrido gerado, analisar a efetividade como porta-enxerto de tomate”, relata o analista de Pesquisa e Desenvolvimento José Mendonça, ao sublinhar que o híbrido herdou a resistência da jurubeba e não os espinhos presentes nessa planta, o que dificultaria o processo manual da enxertia. “Foi o melhor dos cenários“, ressalta.

Os resultados parciais das unidades de validação instaladas no Distrito Federal apresentaram boas perspectivas, tanto para resistência quanto para compatibilidade com o tomateiro. Na comparação com um porta-enxerto comercial e um tomate auto-enxertado, o material gerado das plantas híbridas de jurubeba revelou o menor índice de infestação por M. enterolobii, além de apresentar melhor produção. “A produção é determinante para viabilizar a adoção do porta-enxerto pelo setor produtivo. Não adianta apresentar resistência e compatibilidade se a produção comercial for inferior à dos materiais já existentes“, pondera o analista, ao informar que o próximo passo será cumprir os trâmites burocráticos para o lançamento do produto no mercado. (para a ler a matéria na íntegra, publicada no site FocoRural, clique aqui!)

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