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Pepitas nematológicas: a vez de Celeste Gobbato

Afora a mundialmente destacada referência ao trabalho de Emílio Goeldi sobre os nematoides do cafeeiro no Rio de Janeiro, na década de 1880, bem poucos, quase raros, foram os relatos sobre nematoses vegetais no Brasil até as décadas de 1940 e 1950. Uma autêntica “pepita nematológica”, que passou despercebida por 80 anos, vem de ser garimpada agora, com a recuperação de breve artigo contendo citação fitonematológica apresentado durante a Primeira Reunião de Fitopatologistas ocorrida no Rio de Janeiro no início de 1936. Os trabalhos divulgados durante aquele celebrado evento acabaram incluídos na forma de Anais em número especial da revista Rodriguésia publicado logo depois e o exame desse documento evidencia a existência, às páginas 187 a 190, do artigo “Principaes pragas e molestias das vides cultivadas no Rio Grande do Sul”, cujo PDF pode ser conferido aqui.

O autor do estudo – um levantamento abrangente ao nível de campocelestegobbato – foi Celeste Gobbato (foto), italiano de origem, graduado em Enologia e Viticultura pela Universidade de Pisa, que veio se radicar no Brasil, no Rio Grande do Sul. Publicou alguns manuais sobre o cultivo da videira e percorreu inúmeras áreas de produção locais oferecendo aconselhamento técnico aos agricultores, ganhando o respeito destes. Nesse breve artigo, entre tantos agentes causais de danos e perdas que verificou nas plantações de videira do estado (insetos, ácaros, fungos, bactérias etc.), o autor relatou a presença de Heterodera radicicola (hoje designativo de nematoide de galhas), chamando-os “vermes nematodes das raízes”. Um “achado nematológico” a mais e outro nome a ser acrescido à evolução histórica da especialidade nematológica no Brasil: Celeste Gobbato!

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