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Sobre as boas práticas na pesquisa científica

Você já conhecia esta afirmação: “Como outras instituições, a CIÊNCIA tem buscado desenvolver um elaborado sistema de reconhecimento aos que a realizam seguindo estritamente as normas estabelecidas no seu âmbito. Esse sistema vem sendo aperfeiçoado ao longo dos séculos e é trabalho árduo que não terminará tão cedo.” É de Robert K. Merton, datada de 1957. Sintetiza a permanente busca da adoção de boas práticas na condução e publicação de pesquisas científicas.

No tempo atual, temos tomado ciência de sucessivos casos de fraudes no ambiente científico, na chamada “Academia”, em especial nos conteúdos de manuscritos submetidos à publicação e mesmo no teor de artigos já publicados. Uma série de práticas antiéticas e até desonestas tem sido dada a conhecer, assombrando aqueles que agem de modo íntegro durante as diversas etapas – planejamento, condução, publicação – de suas investigações. O que sempre se soube que existia, mas de forma esporádica, hoje pauta, lamentavelmente com vergonhosa frequência, o noticiário sobre Educação e Ciência dos meios de comunicação. A necessidade de se pesquisar segundo um código de boa conduta e de permanente valorização das boas práticas – que deveria ser, naturalmente, pedra angular da Instituição Ciência – passou, tristemente, a ser alvo de evocação através de reiteradas ações e campanhas em diferentes partes do mundo nas últimas duas décadas.

Nesse contexto, lembramos aqui que tal preocupação tem sido uma das bandeiras do International Council for Science (ICSU), organismo que já patrocinou cinco grandes eventos internacionais (2007/Lisboa; 2010/Singapura; 2013/Montreal; 2015/Rio de Janeiro; 2017/Amsterdam) dentro da série intitulada “World Conference on Research Integrity”. Como corolário da segunda edição, uma declaração sobre “boas práticas na pesquisa científica” foi editada e divulgada mundialmente, tendo as suas diretrizes principais sido adotadas no Brasil pelo CNPq (clique aqui para conferir), FAPESP e várias outras agências de fomento. Ações individuais de reforço nessa linha passaram também a acontecer nos últimos cinco anos, a exemplo da revista Pesquisa, publicação da FAPESP que vem incluindo em seus fascículos mensais uma seção dedicada apenas ao trato do assunto.

Mais do que nunca, profissionais e kids, o engajamento nessa luta se faz imperioso. Não dá para se ficar falando mais de plágio, auto-plágio, retratação e outras expressões do gênero do que de Nematologia!

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