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A importância da revisão para textos e notícias corretos!

Matérias divulgadas via mídias impressa ou visual, como artigos científicos e notícias veiculadas pela televisão, têm alcance amplo, quase inimaginável. Daí, ser fundamental que os seus conteúdos pautem pela maior precisão possível, de modo a evitar que erros sejam cometidos e se difundam de forma tão rápida quanto lamentável.

No caso dos nematoides – razão de ser deste site e da SBN – tem sido recorrente tal falha, como percebido no vídeo abaixo, apresentado recentemente na TV aberta do Brasil. Na matéria, que tratava do envelhecimento humano, ricamente produzida, rodada em diferentes países e envolvendo depoimentos de renomados pesquisadores estrangeiros, a certa altura a repórter se refere a uma das espécies de nematoides mais conhecidas em todo o mundo – Caenorhabditis elegans – como “minhoquinha” milimétrica, pronunciando, ainda, erradamente, o seu nome científico. A revisão do conteúdo antes da edição final por um consultor qualificado teria evitado que os dois erros grosseiros fossem levados ao ar, valorizando assim o jornalismo realmente educativo.

No âmbito acadêmico-científico, mais especificamente na questão dos artigos publicados em periódicos, a falta de uma revisão mais atenta e rigorosa dos manuscritos submetidos tem levado à verificação frequente de muitas impropriedades graves nos textos, sem se contar vícios condenáveis, como o plágio. E já houve até casos de textos intencionalmente inventados, que, submetidos a revistas internacionais de idoneidade duvidosa, resultaram publicados, o que tristemente corrobora a afirmação. 

Um interessante e instigante texto pertinente a esse sério problema vem de ser publicado há poucos dias, evidenciando as dificuldades que vive hoje o sistema de peer-review, ou seja, a prévia análise de manuscritos por pares, implantado no século XVIII e ora de uso universal. Editores de periódicos nacionais (como a colega Dra. Claudia Dolinski, da Nematoda) e internacionais enfrentam, nos dias atuais, sérias limitações para conseguir bons revisores e, em decorrência de tal fato, muitos manuscritos ficam meses tramitando antes de receberem – ou não – o aceite para publicação. E as revisões críticas em muitos casos acabam mal feitas, validando graves erros contidos nos textos, além de ignorarem certas práticas condenáveis. Docentes, pesquisadores, estudantes e demais autores em potencial de artigos científicos devem ler essa relevante matéria (em inglês) – The future of peer-review – por trazer dados numéricos e subsídios gerais preocupantes e porque, acima de tudo, representa irrecusável convite a uma boa reflexão sobre a questão. 

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