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Fungos parasitando nematoides: a Mãe Natureza em ação

Entre os agentes naturais de biocontrole de nematoides incluem-se diversos grupos de fungos habitantes dos solos utilizados para fins agrícolas. Alguns deles têm como característica peculiar a capacidade de formar estruturas hifais especiais, que atuam como armadilhas destinadas à captura de nematoides em trânsito no solo.

Em certas espécies dos gêneros Arthrobotrys e Dactylaria, como A. dactyloides e D. brochopaga, células hifais (n=3) arranjam-se de modo a originar típicos aneis, os quais constringem com firmeza os corpos de nematoides quando estes, inadvertidamente, os atravessam, imobilizando-os de forma definitiva na maioria das vezes e levando-os à morte. É a Mãe Natureza em ação! Outros tipos de armadilhas formadas por fungos parasitas de nematoides podem ser bastões adesivos e aneis não constritores. No vídeo abaixo, você poderá se familiarizar bem com tal ocorrência natural e entender o mecanismo que explica o processo de captura. Se já havia ouvido e/ou lido a respeito, veja agora como tudo acontece, aprenda e não se esqueça mais. E procure saber mais sobre o uso potencial de tais fungos no manejo integrado de fitonematoides.

Só faltava essa: agora temos os “nematoides CSI”!

Da existência de nematoides parasitas de animais, de plantas e de vida livre adaptados aos mais inusitados ambientes, já tomamos ciência há muito tempo. Da utilização deles para fins diversos, até mesmo como importantes bioindicadores de condições ambientais, também já sabemos fartamente. A novidade surgida em artigo científico de publicação muito recente (8 de janeiro de 2018, online), incluído na revista Scientific Reports do grupo editorial Nature, é que os nematoides agora se alinham – juntamente com ossos, resíduos químicos, insetos, ácaros e certos organismos microeucariotos – entre as evidências tidas como de grande utilidade na determinação mais precisa do tempo pós-morte em cadáveres, em muitos casos de suspeita de homicídios. Lembram-se das séries de TV da franquia CSI (Crime Scene Investigation)?? Pois é, agora temos nematoides CSI

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No artigo intitulado “Comparative analysis of bones, mites, soil chemistry, nematodes and soil micro-eukaryotes from a suspected homicide to estimate the post-mortem interval”, de Szelecz et al., entre os resultados, pode-se destacar que formas bacteriófagas das famílias Rhabditidae, Cephalobidae e Plectidae foram as encontradas em maior abundância e frequência, principalmente abaixo da cabeça da vítima, junto ao chão e, os dados referentes a esses nematoides se associados  com os de ácaros, microeucariotos e resíduos químicos obtidos mostraram-se – em conjunto – bastante úteis à realização de algumas estimativas pelos peritos criminais sobre o intervalo de tempo decorrido entre a hora da morte e a descoberta do corpo e a outras conclusões gerais importantes. É os nematoides na tela, agora de verdade e mais do que nunca! [Colaboração: Ricardo Moreira]

VÍDEO NOVO: a intimidade de Pelodera devassada.

Nematoides rabditídeos, como os do gênero Pelodera, possuem como hábito alimentar a bacteriofagia. Espécies como P. strongyloides são comuns em matéria orgânica em decomposição, onde proliferam e no geral passam despercebidas. Raramente, todavia, pode ocorrer de um estádio juvenil invadir tecido cutâneo de mamíferos – cães, porcos e até humanos – vindo a provocar dermatite. 

No vídeo abaixo, produção original do IWF alemão, da década de 1960 (!), alguns aspectos reprodutivos estão bem ilustrados, como a atração sexual e o acasalamento, podendo-se observar como certas estruturas das quais muito se ouve falar – como a bolsa de cópula e os espículos do macho – funcionam eficazmente. A docentes, técnicos e estudantes, para assistir, entender, aprender e não mais esquecer. Confira! Uma sequência dessa filmagem, com aspectos posteriores ao acasalamento (embriogênese e outros), está sendo montada e deverá ser apresentada oportunamente.