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Macho x macho: luta e morte também em nematoides !

Competições entre machos por território, ligadas principalmente ao domínio das fêmeas e fontes locais de alimento disponíveis, são bem conhecidas – e estão muito bem documentadas – para animais, em particular mamíferos e outros tipos de vertebrados. Um recente e interessante artigo de Zenner et al. (2014) trata da ocorrência de tal evento biológico também entre nematoides, no caso Steinernema longicaudum, uma conhecida forma entomopatogênica (NEP). No malexmaleestudo, os autores verificaram que os machos dessa espécie travam feroz disputa entre si, da qual pode resultar, e frequentemente resulta, a morte do perdedor. O macho agressor, usualmente, enrola-se ao redor da região caudal da vítima e pode permanecer assim por tempo variável (de 20 segundos a 20 minutos), evertendo repetidamente os espículos em atitude de ataque (fotos). Após libertar a vítima, esta costuma exibir condição de paralisia temporária, da qual pode se recuperar, ou não, vindo a morrer; em alguns machos mortos examinados, verificou-se tanto rompimento da cutícula como de órgãos internos, mais comumente do intestino. As disputas se mostraram bem mais frequentes entre os machos da primeira geração formada no interior do cadáver do inseto hospedeiro recém-morto, ao que tudo indica como forma de eliminação de competidores na concorrência por fêmeas e pelo suprimento de nutrientes disponível no ambiente, ou seja, a “sopa bacteriana” que lhes serve de alimento. As conclusões e outros aspectos bem interessantes descritos no trabalho merecem ser conferidos. Assim é a Mãe Natureza !

O que é a eclosão ou endotoquia matricida em nematoides ?

A eclosão ou endotoquia matricida em nematoides

Quem estuda e vive a observar nematoides, ao estereoscópio ou microscópio pp. dito, já deve ter se deparado com o fenômeno da eclosão ou endotoquia matricida. Afinal, de quê estamos falando? Trata-se de ocorrência comum na natureza, já relatada em nematoides obtidos do solo (rabditídeos), entomopatogênicos (Heterorhabditis; Steinernema) e fitoparasitas (Anguina, Pratylenchus, Meloidogyne, Aphelenchoides e outros). Em resumo, trata-se de condição na qual ovos dão eclosão a juvenis ainda dentro dos úteros de fêmeas maduras, que passam então a migrar pelo interior dos corpos destas, onde se alimentam e desenvolvem. À medida que vão aumentando de tamanho, tais juvenis se tornam bem visíveis mediante exame com equipamentos ópticos. O conteúdo interno das fêmeas comumente é esgotado em sua maior parte, ficando elas quase transparentes; o número de juvenis no interior das fêmeas varia muito. Por fim, há a “saída da prole” ao ambiente externo, no geral por rompimento da cutícula. O vídeo acima ilustra essa curiosa ocorrência biológica.

Evento sobre Plantio Direto tem palestra nematológica!

A relação entre a qualidade do solo e a maior ou menor ocorrência de fitonematoides em lavouras será assunto no 14º Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha, de 12 a 14 de agosto, em Bonito-MS.

Para minimizar eventuais perdas em lavouras, é essencial entender sobre os nematoides e seu manejo. Dependendo do modelo de produção utilizado, a incidência desses pequenos vermes nas plantações pode deixar a produção mais vulnerável a prejuízos. Isso ocorre porque algumas espécies, as chamadas “fitoparasitas”, alimentam-se justamente das raízes das plantas. Quem faz o alerta sobre o problema é o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Dr. Guilherme L. Asmus (foto), que vai ministrar palestra durante o Encontro.

Segundo o pesquisador, a rotação e a sucessão de culturas têm papel fundamental no aumento ou diminuição da população de nematoides no solo. Sistemas ou modelos de produção que alterem as condições físicas, químicas ou biológicas do solo exercem mudanças na dinâmica das populações de nematoides. “O milho, por exemplo, era usado em rotação e agora passou a ser usado na safrinha. É importante que o produtor use um modelo que não permita a evolução dos nematoides”, explica. 


As principais espécies de nematoides observadas em Mato Grosso do Sul são os nematoides de galhas (Meloidogyne javanica), nematoide de cisto da soja (Heterodera glycines) e o nematoide reniforme (Rotylenchulus reniformis). Segundo o pesquisador, os plantios mais prejudicados por estas espécies são os de soja, algodão e feijão. Ele alerta, ainda, que algumas dificuldades nas lavouras podem confundir o produtor rural. “Muitas vezes pensam que é um problema ligado à fertilidade, quando na verdade se trata de um nematoide”. As condições do solo utilizado para o plantio também podem contribuir ao aumento de nematoides. “A quantidade e a qualidade da matéria orgânica, a textura, a fertilidade química, densidade do solo, entre outros fatores, são determinantes”, ressalta o especialista.